FIM DE SEMANA COM INAUGURAÇÃO DE DUAS EXPOSIÇÕES NO MIRA - A CULTURA EM EXPANSÃO EM CAMPANHÃ

A exposição "Alice-Helena-Isabel-João-Marco" inaugura no próximo sábado, 10 de Março, pelas 16h, com Alice Geirinhas, Helena Nogueira-Silva, Isabel Ribeiro e João Concha e Marco Moreira. A curadoria está ao cuidado de José Maia. Exposição patente de 11 de março a 15 de abril 2017. Fica aqui uma decrição da exposição: "O desenho divide-se em duas tendências, a filosófica e primordial em que cada traço é uma marca abstrata (Dexter, E. 2005)  que nos conecta com os nossos ancestrais, com o passado da humanidade, desde os desenhos gravados na pedra do Neolítico, o traçado das estradas romanas, o desenho dos mapasrenascentistas, ao desenho das linhas de comboio, das linhas telefónicas, dos cabos de alta tensão a percorrerem a paisagem, aos traços-rastos dos aviões no céu, todos nos sugerem uma forma de desenho. E uma outra  que compreende o desenho como uma das áreas da experiência humana e associa-o à noção de intimidade, informalidade, autenticidade, imediatismo, subjetividade, história, memória, narrativa. É da fusão entre as duas tendências e do entender o desenho como um percurso pessoal e ao mesmo tempo impessoal que nasce esta exposição de quatro artistas com abordagens do desenho muito diferentes uma vez que Dzdesenhar é ser humanodz e porque acreditamos na subjetividade do olhar e da vida. " (por Alice Geirinhas) Artistas Alice Geirinhas, Helena Nogueira-Silva, Isabel Ribeiro, João Concha e Marco Moreira Curadoria José Maia Local Espaço MIRA           Rua de Miraflor 159, 4300-334, Campanhã, Porto Horário de funcionamento terça a sábado, das 15:00 às 19:00 "Americanos" de Christopher Morris é o tema de outra exposição que também inaugura sábado, 11 de março, pelas 16h. Comissário: Luís Vasconcelos  Produção: Estação Imagem / Câmara Municipal Viana do Castelo Descrição da exposição: "O meu trabalho sobre os Estados Unidos da América tem sido desde sempre uma tentativa de encontrar imagens que se relacionem com o meu estado de espírito sobre o meu próprio país. Por vezes senti um país com os olhos tão tapados pelo vermelho, branco e azul, que se tornou cego. Cego pelo nacionalismo. Outras vezes, uma nação em crise extrema, num sentimento de depressão. Guerras longas e contínuas e uma economia que parece precipitar o país nesta perda de optimismo. As imagens, que vejo e sinto, são o meu estudo antropológico sobre um período da história dos EUA. Espero que passem no teste do tempo. " (por Christopher Morris) Luis Vasconcelos descreve como conheceu o artista: "Há dez anos, Christopher Morris veio a Lisboa com James Nachtwey, outro dos fundadores da Agência VII, para participarem no júri do concurso de fotojornalismo da revista Visão. Durante a conferência que se seguiu à entrega dos prémios, Morris projectou um trabalho que tinha feito no ano anterior na Coreia do Norte. Uma história em imagens de um país pobre, parado no tempo, dominado pelo culto de Kim Il-sung e com a omnipresença do exército. Uma reportagem que não perdeu actualidade e da qual ainda retenho algumas imagens. Regressou em 2014, dessa vez ao Alentejo, para integrar o júri do Prémio Estação Imagem | Mora, e o seu espírito livre de preconceitos alimentou, durante a conferência, um debate caloroso pelo facto de o júri ter transferido uma reportagem de uma largada de touros da categoria de espectáculos para a de desporto. Estavam em confronto duas visões diferentes: uma europeia, que entendia que era um espectáculo de cultura tradicional, e a de Morris, que a via como uma actividade meramente desportiva. Ao longo dos anos, Morris tem desenvolvido um trabalho sobre os americanos que já foi exposto várias vezes e publicado em livros, mas nunca com o alinhamento e a escolha de fotografias que estão nesta exposição. É um trabalho intemporal este que aqui vos apresentamos, onde os americanos olham mais para dentro de si próprios do que para o exterior, onde a solidão habita as pessoas fotografadas, e em que as armas, a bandeira e a guerra criam uma atmosfera tensa e pesada. No entanto, e apesar de ter sido ele próprio agredido recentemente por um segurança num comício de Donald Trump, quando tentava fotografar o protesto que podem ver na imagem 29, Morris tem um olhar terno e preocupado para com os seus compatriotas e o seu país. Sinto-me honrado pela confiança que Christopher Morris depositou na Estação Imagem." (Por Luís Vasconcelos) Entrada livre
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JF Campanhã