Campanhã tem um mural de arte urbana para apoiar a seleção

A Federação Portuguesa de Futebol está a dinamizar um projeto de arte pública, em parceria com várias Câmaras Municipais e um coletivo de oito artistas nacionais, denominado “Conquista o Sonho” . As peças e murais a desenvolver no âmbito deste projeto serão representações únicas e inéditas do movimento “Conquista o Sonho”, sem quaisquer fins lucrativos e com o objetivo único de servir e inspirar os portugueses, trabalhando numa mentalidade coletiva mais ganhadora, ambiciosa e capaz.
 
O projeto arrancou na Covilhã e já está em cidades como Portimão, Beja e pretende inspirar e motivar os portugueses a perseguirem os sonhos, nomeadamente da Seleção conquistar o próximo Mundial. A cidade do Porto já tem a sua peça concluída e está na nossa freguesia de Campanhã, na Praça da Corujeira na esquina com a Avenida 25 de Abril.

O projeto de arte Urbana

 
Este projeto promovido pela Federação está a envolver várias autarquias de norte a sul do país e é coordenado pela Associação MISTAKER MAKER, e conta a colaboração da curadora Lara Seixo Rodrigues. Esta Associação é uma plataforma de intervenção artística, que tem por missão e principais objectivos: fomentar ativamente e criativamente a produção e promoção de exercícios de Arte Contemporânea.
 
O coletivo de artistas selecionado pela FPF contempla nomes consagrados e talentos emergentes da arte urbana nacional, com trabalhos elaborados do graffiti ao ‘stencil’, passando por todos os géneros, estéticas e técnicas habitualmente referidas como pós-graffiti com influências contemporâneas de ilustração figurativa.
 
 

A Mistaker Maker

 
Esta associação artística tem desenvolvido diversos projectos de arte Urbana pelo país e apoia a divulgação dos artistas portugueses pelo mundo, em todas as suas (novas) formas de expressão.
 
Um dos seus principais eventos é o Festival WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã, que se propõe-se utilizar diversas paredes da cidade como suporte para intervenções de artistas urbanos com uma programação regular e diversos eventos realizados desde 2011, e já interveio noutras cidades, como Lisboa e Figueira da Foz, e até noutros países, como França e Bélgica.
 
Quer também  estimular informalmente, através da exploração de novos caminhos na produção de conteúdos, a integração de públicos heterogéneos, visando um reforço de massa crítica e a criação, não somente de novos produtos artísticos, como também de crescente valor económico, social e cultural. Como exemplo disto têm um projeto, LATA 65,  que faz oficinas de graffiti e stencil com pessoas velhas e que tem andado por todo o país e nas bocas do mundo (chegou ao Brasil), tendo sido referido no
 
National Geographic.
 
 
 
 

O artista que interviu em Campanhã

 
O Add Fuel é um artista visual e ilustrador português, de nome Diogo Machado que vive e trabalha em Cascais, Portugal.
 
Em 2008, fascinado com as possibilidades estéticas dos padrões e da simetria, começou a redirecionar seu foco para trabalhar e reinterpretar a linguagem do design tradicional de azulejos.
 
Combinando sem esforço a linguagem do graffiti e do azulejo, aparentemente irreconciliáveis, a sua prática atual busca combinar elementos decorativos tradicionais com referências visuais contemporâneas em novas formas que revelam uma complexidade impressionante e uma atenção magistral aos detalhes. Se, à primeira vista, seu trabalho pode parecer simplesmente um pastiche de formalismo clássico, uma inspeção mais próxima recompensa o espectador com um mundo caótico de motivos e personagens inequivocamente originais cheios de ironia e humor.
 
Criando equilíbrio e harmonia a partir de repetições simétricas, as suas composições de múltiplas camadas produzem um ritmo poético que brinca com a perceção do espectador e as (múltiplas) possibilidades de interpretação. Explorando uma ampla gama de técnicas manuais e digitais nas áreas de desenho, pintura, cerâmica e impressão, sua prática expressa um sofisticado diálogo entre o velho e o novo, entre herança e modernidade.
 
 
Para além das numerosas intervenções de arte pública que tem vindo a criar em vários países, tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e colectivas em reputadas galerias e em grandes  eventos de arte urbana, como Festival Nuart (Aberdeen, 2017; Stavanger, 2016), PUBLIC'16 (Perth e Albany, 2016), Sacramento Mural Fest (Sacramento, 2016), Projeto Esquecido (Roma, 2015), Djerbahood (Djerba, 2014) e Tour Paris 13 (Paris, 2013), entre muitos outros.
 

Algumas fotografias do mural em construção

 
 
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